Balada supostamente composta no Paço de Borgonha provavelmente por Cyrano de Bergerac em luta contra um patife!

 

Balada supostamente composta no Paço de Borgonha

provavelmente por Cyrano de Bergerac

certamente em luta contra um patife!

 

 

 

De ponta e quase de graça

Sem costa, sem pressa e sem culpa

Disponho meu tempo e aceito a disputa

Meu chapéu de pano e minha força na pena

 

Como quem faz cócegas e de sobreaviso

Antes do fim desse colóquio que é pouco

Sobre sua pompa que me serve de piso

Desfio em seqüência com espada de louco

 

Como quem enquadra no peito eu te toco

No oco, no topo da cabeça

No fundo, fundilho imundo

Eu toco, eu mostro em prosa ou em peça

 

Não baixo a guarda em reverência

Imprudência sua essa pouca vista

Muita pluma espuma e miçanga

Falta-lhe peito de soldado e artista

 

Aguarda meu último toque

Explode aos poucos meu golpe

Estoque de rimas eu tenho

E o que sobra de ti é só sorte

 

Pobre moço das plumas em riste

É triste sua pouca coragem

 

Bobagem! Como tu mil existem

E insistem nessa vil vassalagem 

 



Escrito por Eduardo Abreu às 15h09
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