Na correria



Escrito por Eduardo Abreu às 14h04
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Canção da areia

 

(1º bim 2005)

 

Quero passar um tempo em Caraguá

Tatúba assim, tudo bem com você.

Meus planos deram com burros n’água 

Eu fico aqui. O que é que eu posso fazer

Onda que vai além da praia, adiante.

Traz boa sorte ou um barco talvez

Supimpa, bacana to bronzeado.

Largado , cansa de tanto remar

Que grande bobeira meu sonho praiano

Engano , tropeço, pó-de-guaraná

Alegria de moço daqui da cidade

Bondade da lua na areia morar

Com tanta areia só falta cimento

O pouco que agüento mal dá pra remar

O sol ta lá em cima é o primeiro da lista

Metido à artista, só pensa em brilhar.

É um filho caçula bem mal educado

No meio da briga não sabe lutar

Pensa sozinho que é primogênito

Perdido na noite inventou o luar 



Escrito por Eduardo Abreu às 13h12
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Balada supostamente composta no Paço de Borgonha provavelmente por Cyrano de Bergerac em luta contra um patife!

 

Balada supostamente composta no Paço de Borgonha

provavelmente por Cyrano de Bergerac

certamente em luta contra um patife!

 

 

 

De ponta e quase de graça

Sem costa, sem pressa e sem culpa

Disponho meu tempo e aceito a disputa

Meu chapéu de pano e minha força na pena

 

Como quem faz cócegas e de sobreaviso

Antes do fim desse colóquio que é pouco

Sobre sua pompa que me serve de piso

Desfio em seqüência com espada de louco

 

Como quem enquadra no peito eu te toco

No oco, no topo da cabeça

No fundo, fundilho imundo

Eu toco, eu mostro em prosa ou em peça

 

Não baixo a guarda em reverência

Imprudência sua essa pouca vista

Muita pluma espuma e miçanga

Falta-lhe peito de soldado e artista

 

Aguarda meu último toque

Explode aos poucos meu golpe

Estoque de rimas eu tenho

E o que sobra de ti é só sorte

 

Pobre moço das plumas em riste

É triste sua pouca coragem

 

Bobagem! Como tu mil existem

E insistem nessa vil vassalagem 

 



Escrito por Eduardo Abreu às 15h09
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Escrito por Eduardo Abreu às 03h48
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Semana de Arte Moderna da Periferia - essencial.


 


Manifesto da Antropofagia periférica




A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune.

Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros.


A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos,

só depois da aula.


Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a

sensibilidade que nasce da múltipla escolha.


A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.



A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar.

Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão.

Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras.

Da Dança que desafoga no lago dos cisnes.

Da Música que não embala os adormecidos.

Da Literatura das ruas despertando nas calçadas.


A Periferia unida, no centro de todas as coisas.


Contra o racismo, a intolerância e as injustiças sociais das quais a arte vigente não fala.

Contra o artista surdo-mudo e a letra que não fala.


É preciso sugar da arte um novo tipo de artista: o artista-cidadão. Aquele que na sua arte não revoluciona o mundo, mas também

não compactua com a mediocridade que imbeciliza um povo desprovido de oportunidades. Um artista a serviço da comunidade, do

país. Que armado da verdade, por si só exercita a revolução.


Contra a arte domingueira que defeca em nossa sala e nos hipnotiza no colo da poltrona.

Contra a barbárie que é a falta de bibliotecas, cinemas, museus, teatros e espaços para o acesso à produção cultural.

Contra reis e rainhas do castelo globalizado e quadril avantajado.

Contra o capital que ignora o interior a favor do exterior. Miami pra eles ? “Me ame pra nós!”.

Contra os carrascos e as vítimas do sistema.

Contra os covardes e eruditos de aquário.

Contra o artista serviçal escravo da vaidade.

Contra os vampiros das verbas públicas e arte privada.

A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza.


Por uma Periferia que nos une pelo amor, pela dor e pela cor.


É TUDO NOSSO!


Sérgio Vaz

Cooperifa

 



Escrito por Eduardo Abreu às 03h34
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BLITZ

A Rádio Atividade leva até vocês
Mais um programa da séria série
"Dedique uma canção a quem você ama".
Eu tenho aqui em minhas mãos uma carta,
Uma carta de uma ouvinte que nos escreve
E assina com o singelo pseudônimo de
"Mariposa apaixonada de Guadalupe"
Ela nos conta que no dia que seria
O dia do dia mais feliz de sua vida
Arlindo Orlando, seu noivo
Um caminhoneiro conhecido da pequena
E pacata cidade de Miracema do Norte,
Fugiu, desapareceu, escafedeu-se
Oh! Arlindo Orlando
Volte, onde quer que você se encontre
Volte para o seio de sua amada
Ela espera ver aquele caminhão voltando
De faróis baixos, e pára-choque duro.

Agora uma canção
Canta pra mim,
Eu não quero ver
Você triste assim....

 



Escrito por Eduardo Abreu às 15h35
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Publicação: Histórias e Estórias

.



Escrito por Eduardo Abreu às 15h05
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Escrito por Eduardo Abreu às 18h47
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visite o meu site: 

www.contarestorias.com.br





Escrito por Eduardo Abreu às 05h47
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A Árvore do Contador de histórias

Raiz – matriz textual, tema, lenda, história, herança cultural, tradição, cultura popular, educação intergeracional.

Caule – relacionamento pessoal, afetividade, vínculo, grupo, compromisso, necessidade, organização social, instituição.

Folha – expressividade corporal e vocal, verbal e não-verbal, trabalho, construção pessoal.

Flor – ornamento, atrativo, cores, roupas, maquiagem, personagem, adereços, objetos, bonecos, estilo pessoal, identidade.

Fruto – reconhecimento, prazer, satisfação pessoal e profissional, prazer estético, brilho nos olhos, qualidade no resultado e no processo. Encontro ideal. Evento. O fruto carrega todo o potencial de uma nova árvore.

Sol – Quem é?



Escrito por Eduardo Abreu às 22h11
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Escrito por Eduardo Abreu às 13h08
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Escrito por Eduardo Abreu às 19h52
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Jogo dos Sete erros (ou mais)



Escrito por Eduardo Abreu às 14h03
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Matéria do Jornal do Colégio São José em Limeira (SP)



Escrito por Eduardo Abreu às 19h54
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Escrito por Eduardo Abreu às 14h35
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